• Laura Vassalli

Entendendo a PTI - Purpura Trombocitopênica Imune (Idiopática)

Atualizado: Mai 31

A Púrpura Trombocitopênica Imune ou Idiopática é uma doença hemorrágica, e é uma trombocitopenia (queda no número de plaquetas) causada por anticorpos contra as plaquetas, ou seja, causada pelo corpo atacar as plaquetas como se fossem um vírus ou uma bactéria ou qualquer outro elemento que o corpo precisa combater, destruindo-as e gerando a queda do número delas.

As plaquetas são elementos que colaboram para a coagulação do sangue, por exemplo quando nos machucamos, sofremos um corte ou uma batida. Dessa forma, quando a sua quantidade cai de maneira significativa, os sintomas mais comuns são de que as pessoas acabem por ter mais hematomas ou sangrar mais facilmente (por exemplo com aumento de sangramento menstrual, ou com machucados que sangram demais por motivos simples como usar uma lâmina de barbear que geralmente gera pequenos traumas, mas que, com uma redução ampla na quantidade de plaquetas, pode ser mais importante e demorar mais para parar de sangrar.


A PTI pode ser primária (ou seja, não ter uma outra causa determinada) ou ser secundária a algum outro problema, como algumas medicações, doenças infecciosas como Hepatite C, infecções pelo citomegalovirus e HIV/AIDS, algumas doenças hematológicas, como a Leucemia Linfoide Crônica e doenças reumatológicas como Lúpus, Artrite Reumatóide, entre outras causas.


A PTI pode ser classificada em uma condição recém-diagnosticada, quando foi percebida há menos de três meses, persistente, quando já se passaram de 3 a 12 meses, e crônica, quando persiste por mais de 12 meses.


A PTI pode ter diferentes níveis de gravidade, de forma que quando ocorrem casos leves, eles não necessariamente precisam de tratamento específico. Um quadro grave é definido por causar sintomas de sangramento suficientemente graves para gerar necessidade de tratamento, o que geralmente ocorre com níveis de plaquetas mais baixos, igual ou inferior a 20.000 plaquetas/uL.


Quando a PTI necessita de tratamento, a primeira opção são os chamados corticóides, que servem a interromper o processo de destruição das plaquetas pelo sistema imune. Ainda que os corticóides possam melhorar o quadro de PTI, eles também podem causar problemas, o que torna necessário um diálogo próximo e claro a respeito das melhores escolhas para o tratamento.


Quando este tratamento não tem o efeito desejado, podem ser utilizados outros tipos de medicamento, como o rituximab ou a imunoglobulina intravenosa, com o objetivo de interrupção de destruição das plaquetas pelo corpo. Mesmo quando estes tratamentos também não são bem-sucedidos existem outras opções, como outras medicações para interromper o processo de destruição das plaquetas ou para aumentar a produção delas, além da possibilidade, em casos específicos, de uma cirurgia para a remoção do baço, um procedimento chamado de esplenectomia.


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