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Assim como em uma floresta, onde todos os elementos da cadeia alimentar precisam estar em equilíbrio para coexistirem, funciona o sangue. Todas as células funcionam em harmonia entre si e o ambiente do organismo, dependendo dele para estarem bem. 

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O SANGUE É FORMADO POR VÁRIOS ELEMENTOS, QUE À MICROSCOPIA, PARECEM MESMO UM MUNDO A PARTE. ACIMA ESTÃO ALGUMAS IMAGENS QUE ILUSTRAM A DIVERSIDADE DE COMPONENTES QUE FORMAM O SANGUE E OS ORGÃOS LINFÁTICOS.

O que é Hematologia, afinal?

A hematologia é a especialidade médica que estuda o sangue. Deriva das palavras gregas "haima", que significa sangue, e "logos", estudo. O seu objetivo é estudar, diagnosticar tratar e prevenir doenças relacionadas ao sangue.

 

Habitualmente, o foco do hematologista é a parte celular do sangue, que é composta por hemácias (glóbulos vermelhos), leucócitos (glóbulos brancos) e plaquetas. 

 

As hemácias transportam oxigênio (combustível) para todas as outras células do organismo. Elas funcionam como pacotes contendo hemoglobina (substância que se liga ao oxigênio), mas é um pacote muito bem estruturado e com um sistema de distribuição bastante eficiente. Às vezes o pacote está vazio - anemia - e, às vezes, muito cheio - policitemia. 

 

Os glóbulos brancos são as células de defesa, conferindo imunidade às pessoas. Existem diversos tipos diferentes deles, cada um com uma função específica. 

 

Já as plaquetas não são exatamente células e sim pedaços celulares (pedaços esses que surgem da célula "mãe"- o megacariócito). Elas, junto com os fatores de coagulação, participam da hemostasia (processo de ajudar o sangue a continuar dentro dos vasos sanguíneos, na eventualidade de uma ruptura - trauma, corte, etc), evitando sangramentos.

Todos esses tipos celulares são produzidos na medula óssea, o "tutano do osso" ou, como costumo falar com meus pacientes, a fábrica do sangue. O baço e os linfonodos também são órgãos que participam da maturação dos leucócitos. Eles são chamados de órgãos hematopoéticos.

 

Veja abaixo os principais campos de atuação da hematologia:

 

- Anemias e distúrbios de hemoglobina.

- Malignidades, como leucemias e linfomas.

- Distúrbios de coagulação, como hemofilias e púrpuras. 

- Medicina transfusional.

- Transplante de medula óssea.

 
 

Clínica Médica, Clínica Geral, Generalista?

O que afinal é um especialista em Clínica Médica?

É muito comum as pessoas acharem que todo médico que se forma é clínico. Mas na verdade clínica médica é uma especialidade com formação específica por residência ou pós-graduação. O tempo mínimo são 2 anos, sendo o terceiro ano opcional.

A Clínica Médica é a especialidade que abrange as patologias não-cirúrgicas, bem como assiste o tratamento de pacientes com patologias cirúrgicas.

Em outros países, como nos Estados Unidos, sempre foi comum a distinção entre Clínica Médica, Medicina de Família e Emergência, enquanto no Brasil essas diferenças só têm se tornado mais claras com o passar dos últimos anos.

A palavra Clínica vem do grego klíne, leito, cama. Médico se dizia Iatrós e Klinikós era o médico que atendia os doentes acamados.

A Clínica Médica, tal como a conceituamos hoje, nasceu na Ilha de Kós, na Grécia, com Hipócrates, há 2.500 anos. Foi ele o introdutor da anamnese como etapa inicial do exame médico. Com ele nasceu a observação clínica, compreendendo a história da doença que leva o doente a procurar o médico, e o exame físico do paciente em seus menores detalhes, em busca de dados para a elaboração do diagnóstico e do prognóstico.

É comum ouvirmos que a expectativa de vida média do Brasileiro aumentou, mas raramente efetivamente pensamos no que isso significa. Se olharmos um dado concreto e percebermos que a expectativa de vida do brasileiro ao nascer em 1970 era de 48 anos (Isso mesmo, os algarismos não estão invertidos) podemos pensar em como, cada vez mais, estamos efetivamente tendo um espaço de viver a idade adulta efetivamente, bem como o processo de envelhecer, com todas as necessidades envolvidas nesse processo e todo o avanço das doenças crônico-degenerativas que tem ocorrido nas últimas décadas.

Podemos pensar que após um período de avanço de expectativa de vida, ou do tempo de vida, temos cada vez mais reconhecido a importância de viver uma boa vida, ou uma vida com qualidade. Neste sentido surge tanto a busca pela saúde mental, como pela qualidade de vida, no aspecto da clínica médica abarcando tanto o processo de tratamento das patologias que eventualmente surgem, como o processo de prevenção e de mudança de hábitos e estilos de vida.

Nesse sentido, tenho buscado centrar minha prática na área da clínica médica, além do tratamento das patologias não-cirúrgicas que ocorrem em adultos, na busca de auxiliar meus pacientes a encontrar um estilo de vida que trata e evita o surgimento das doenças e a deterioração do seu estado de saúde e qualidade de vida.